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Mostrando postagens de outubro, 2020

Cada ano a mais é um ano a menos

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          Essa semana eu perdi o último dos meus avós... O vô Dalvo. Pai do meu pai. Quando eu era criança, lembro de passar muito com ele, com a vó, e com o Cleiton. Íamos pescar. Íamos à praia. Pras festanças de domingo na parentada. Na tia Daura, na Tia Dinah, ou lá no Monte Bonito (ou Morro Redondo? Eu nunca sabia direito). Eu lembro de uma noite que tinha muita gente lá no vô (a casa dele vivia cheia. Ele gostava de reunir a família. E iam todos. A casa e o longo corredor que unia o portão da entrada e o lugar onde hoje é a churrasqueira, eram pequenos pra tanta gente). Nessa noite, saí pra brincar na rua, junto a outras crianças que estavam lá de visita, e mais umas da vizinhança (aquela rua era cheia delas), tinha acabado de parar de chover. Eu fui correr nas pedras irregulares da Clóvis Beviláqua descalça (se a minha mãe visse isso....) e pisei numa pedra pontuda. Cortei o pé. A pedra molhada me fazia pensar que meu pé não parava de sangrar. Eu ta...